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BLOG DA BELEZA - por Rinaldo de Fernandes


Ficção

 

ERÓTICA

15 microcontos do prazer e do gozo

 

 

 

 

 

 

por Rinaldo de Fernandes

 

 

 

(1)

Minha professora usa uma calcinha com uns pinguinhos. Quando ela cruza as pernas, é uma verdadeira chuva.

 

(2)

Seu vizinho de parede goza de madrugada. Como ela sabe? Um miado lambe o chão.

 

(3)

É um alarme, o gozo da fisioterapeuta viúva. O porteiro do prédio prende-a contra os músculos para sufocá-la. Mas ela implora que só a inveja pode acordar a essa hora.

 

(4)

A mancha no pescoço da filha. O pai percebe à mesa do café. É um morango desidratado, a mancha. O pai ilumina a face ao destampar o pote – e, uma única lambida, apaga o pingo de requeijão no dedo.

 

(5)

Ela, que vende frutas, e sempre madruga, aprendeu a acordar os morangos.

 

(6)

Ela chama o dedo de pilantrinha.

 

(7)

Aproveitou o ônibus cheio. E espremeu contra as costas da tia o crucifixo de São Damião.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 11h14
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(8)

A filosofia da velha Aldenora lavava-se em águas frescas:

– É de lagoa quem sabe quando a rã incha.

 

(9)

Ocorre ao taxista, observando pelo espelhinho do carro:

– A de freira é maior?... Parecem infladas.

 

(10)

O tubo do Rexona já na mão. E ela cospe no galo que acabou de achar a aurora.

 

(11)

Minha tia, pela janela do quarto, espia o taxista atlético. Minha tia, em certo momento, fecha na mão o controle da TV, que se acende de repente. Minha tia agora se secando com a cortina. 

 

(12)

Na praça da alimentação, pilantrando um chope para divisar as coxinhas na fila do McDonald’s.

 

(13)

No jogo de sinuca, os namorados recostados ao balcão, domados pelos chopes, ela empurra o jogo e o decote para advertir a amiga.

 

(14)

Férias. As adolescentes risonhas trepam na árvore. E o vovozinho, escondido atrás do muro, quebrando um joelho no outro.

 

(15)

O indivíduo, afinal Rodolfo conseguiu convencer sua mulher Rafaela, tem duas vias para ascender socialmente: a da honestidade e a da desonestidade. São meios para um mesmo fim. Ele, Rodolfo, com a honestidade, comprou um quarto onde ficavam penduradas suas cuecas e as calcinhas de Rafaela. E, com a desonestidade, comprou um outro onde pendiam suas cuecas e as calcinhas de suas clientes.

 

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Publicado originalmente no site Musa Rara. Clique aqui.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 11h13
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