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Informe REVISTA DA UnB TRAZ RESENHA SOBRE “RITA NO POMAR”

Acaba de sair o número 33 da Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, publicação semestral do Grupo de Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília, com apoio do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. A revista, hoje uma das mais importantes da Universidade brasileira, tem como editora a professora e pesquisadora Regina Dalcastagnè. O número recente traz o dossiê “Literatura e Corpo”, com artigos e resenhas sobre diversos autores: Cíntia Moscovich, Domingos Pellegrini, Miguel Sanches Neto, André Sant’Anna, Rinaldo de Fernandes, Milton Hatoum, Marcelino Freire, Rodrigo Lacerda, entre alguns outros. O meu romance Rita no Pomar foi muito bem resenhado por Luiz Antonio Mousinho, doutor em Letras pela Unicamp e professor da UFPB. Leia as resenhas sobre Rita no Pomar clicando no site da editora 7Letras: www.7letras.com.br/detalhe_livro/?id=671
Escrito por Rinaldo de Fernandes às 08h17
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Matéria no JB "FUTURO PRESENTE" FAZ FICÇÃO CIENTÍFICA À BRASILEIRA 
por Bolívar Torres (in: Jornal do Brasil – 07/10/2009) RIO DE JANEIRO - Pode-se contar nos dedos os temas explorados pela atual literatura brasileira. Dramas da classe média, dilemas juvenis, conflitos sociais e, mais recentemente, a realidade violenta da periferia – são alguns dos que logo vêm à mente. Mas que tal descrever os confrontos de uma guerra interestelar? Ou prisões humanas controladas por robôs carcerários? Ou, ainda, imaginar os conflitos de um adultério virtual, e as misérias da São Paulo pós-catástrofes climáticas, num longínquo 2058? As especulações intertemporais e interplanetárias da ficção científica não costumam derramar muita tinta entre os autores nacionais. Com códigos e regras delimitados, o gênero ainda sofre certo preconceito nas altas rodas literárias, ficando relegado a um grupo restrito de aficcionados. Recém-ingressado neste clube, o escritor e pesquisador Nelson de Oliveira acredita, porém, que o cenário está prestes a mudar. Aproveitando um crescimento do interesse pelo gênero no país, ele acaba de organizar a antologia de ficção científica Futuro presente, que traz 18 contos inéditos de autores nacionais, jogando luz sobre um território praticamente ignorado pela prosa brasileira “oficial”. – A literatura brasileira contemporânea precisa despertar para o mundo atual – justifica Oliveira, autor do romance fantástico Subsolo infinito. – É um desperdício que a nova física, a nova psicologia, a nova astronomia, a nova biologia e a nova informática fiquem de fora da nossa ficção. Não dá para investir eternamente nessa prosa sociológica, centrada nas epifanias do sertanejo, do traficante, ou do adolescente perturbado. Se você olhar o mapa geopolítico da literatura brasileira, verá que a ficção científica está na periferia da periferia. Não é resenhada nos grandes jornais e seus autores não são levados a sério pelo Jabuti. Preconceito histórico Futuro presente faz uma aproximação de duas esferas da literatura: a do “mainstream”, ao qual pertencem os autores do “circuito cultural”, e a do fandom (abreviação de fanatic kingdom), que se refere ao conjunto de fãs do gênero. Na lista, constam decanos da ficção científica no Brasil, como Roberto de Sousa Causo e André Carneiro, mas também escritores que nunca haviam sonhado em se aventurar pelo gênero. Daí a surpresa de encontrar a veterana underground Andréa del Fuego discorrendo sobre seres híbridos, “mistura de carne animal e bits de água”, ou o autor do épico amazonense Mad Maria, Márcio Souza, imaginando um vírus mortal criado por uma ONG para exterminar os judeus. Também participam da antologia Ataíde Tartari, Paulo Sandrini, Edla Van Steen Luiz Bras, Maria Alzira Brum Lemos, Rinaldo de Fernandes, Luiz Roberto Guedes, Deonísio da Silva, além de novos valores, como Ivan Hegenberg e Carlos Mores. A investida de nomes consagrados da “literatura oficial” (há até vencedores de Jabuti) pode retirar do gênero o rótulo de subliteratura. – Quero que essa seja a primeira coletânea de uma série que provoque os autores “mainstream” a desafiar o gênero – diz Oliveira. – Acredito que o preconceito venha do fato de a ficção científica ter surgido nas revistas pulps e ficado associada à literatura trash. Mas, diferentemente do cinema, os livros de FC empregam pouca ação e mais inteligência. Tem muito mais a ver com as ideias de pensadores como Michel Foucault do que com elementos estereotipados, como invasões marcianas. Historicamente, a ficção científica apresenta as angústias e neuroses das sociedades diante de seu futuro (como as parábolas sobre radiação no auge da Guerra Fria, por exemplo). Nos contos do livro, os cenários apocalípticos ganham força, dando espaço aos temores das transformações climáticas e da disseminação da cultura digital. – A FC projeta nossos medos em narrativas que podem se passar daqui a 200 anos, mas que revelam medos de hoje – explica o organizador, justificando o título da antologia. “Existe uma retomada”, diz organizador da compilação Quando Nelson de Oliveira começou a pesquisar a produção de FC no Brasil, pensou que estaria pisando em território virgem. Mas o escritor se surpreendeu com uma gigantesca tribo de seguidores, que ainda permanece invisível aos olhos de boa parte da indústria cultural. – Percebi que há inúmeros autores e editoras pequenas publicando – conta. – Existe uma retomada. As editoras estão relançando Isaac Asimov, Philip K. Dick e Ray Bradbury. Falta agora investir nos expoentes brasileiros e mostrar que eles existem. O boom pode ser comprovado com uma consulta ao Orkut, onde os espaços de discussão e trocas sobre o gênero se multiplicam, alguns com mais de 5 mil membros (vide as comunidades Escrever Ficção Científica, Pós-Cyber, New Weird Fiction e até uma dedicada ao escritor André Carneiro). Hoje, já existem editoras especializadas (como a Tarja Editorial e a Giz), enquanto outras, como a Devir, dedicam selos ao estilo. Referência da FC no Brasil, o paulista Roberto de Sousa Causo acredita que o mercado no Brasil é esporádico, mas tornou-se mais constante graças ao interesse do público pela literatura de fantasia. Mesmo assim, continua minoritário em relação a esta última. O perfil atual do leitor do gênero é específico: relativamente jovem, preparando-se ou exercendo uma profissão da área da ciência e tecnologia ou então um profissional liberal interessado no gênero. – O maior problema para a ficção científica foi o fim das coleções – diz o escritor. – O leitor habitual não encontrava mais um lugar onde pudesse voltar sempre e descobrir novos autores. Com a internet, porém, os escritores descobriram uma vitrine. Mesmo sem muita tradição, a FC brasileira possui características próprias – ou melhor, uma vertente tropical e subdesenvolvida. O colonialismo e o neocolonialismo são temores que aparecem desde o século 19 no subtexto das mais diferentes tramas fantásticas. Sousa Causo, por exemplo, tem uma série de obras que se passam na Amazônia, como Terra verde (2001) e O par (2008), e que usam a invasão alienígena como metáfora para problemas como a biopirataria. – Existem vários modos brasileiros de fazer FC – diz Sousa Causo. – As estratégias para entender a posição do Brasil são muitas, como o ambiente do país, sua posição no mundo, e até o diálogo com a sua literatura.
Escrito por Rinaldo de Fernandes às 09h46
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Poesia contemporânea LIVRO ORGANIZADO POR SYLVIA CYNTRÃO SERÁ LANÇADO

Sylvia Cyntrão, poeta e professora da UnB Organizado pela poeta e professora da UnB Sylvia Cyntrão, o livro Poesia: o lugar do contemporâneo será lançado nesta quarta-feira, 21 de outubro, às 19h00, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília. O livro, contendo ensaios do Simpósio de Crítica de Poesia da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, realizada em 2008, e na qual estive como palestrante, vem com encarte/CD do Grupo VivoVerso. São autores que integram o livro: Affonso Romano de Sant'Anna, Antonio Carlos Secchin, Anderson Braga Horta, Antonio Miranda, Anazildo Vasconcelos da Silva, André Luís Gomes, Fernando Marques, João Vianney Cavalcanti Nuto, Horácio Costa, Maurício Melo Júnior, Rinaldo de Fernandes, Sylvia Cyntrão, Viviane Mosé, entre vários outros (ao todo, são 31 ensaios). O lançamento faz parte da programação da I Semana da Linguagem e está integrado ao tradicional evento anual “Tributo ao Poeta”, idealizado pelo diretor da Biblioteca Nacional de Brasília, o poeta e professor Antonio Miranda, e organizado pela poeta e jornalista Angélica Torres. Participo do livro com um texto sobre a canção “Ela e sua janela”, de Chico Buarque. Mando daqui um abraço carinhoso à Sylvia Cyntrão, pesquisadora competente e entusiasta da poesia.
Escrito por Rinaldo de Fernandes às 18h05
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E-mail E-MAIL DE HOMERO FONSECA
 Homero Fonseca, escritor e curador da Bienal do Livro de Pernambuco, do qual recebi o honroso convite para participar, dias atrás, do evento, realizado em Recife, me passou o (agradável) e-mail abaixo. Só tenho a agradecer ao Homero pelas palavras! Só tenho a lhe agradecer pela presença atenta em minhas duas palestras. Camarada Rinaldo de Fernandes, Passada a pauleira da nossa Bienal do Livro de Pernambuco, resta-nos agradecer tua participação consistente em nosso evento. Tuas verdadeiras aulas sobre regionalismo, literatura regionalista e Euclides da Cunha enriqueceram muito nossa programação. De vera.
Abração e até a próxima,
Homero Fonseca
Escrito por Rinaldo de Fernandes às 13h24
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