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BLOG DA BELEZA - por Rinaldo de Fernandes


Teoria literária

 

ARTIGO DE RAIMUNDO CARRERO

 

Em sua coluna recente no jornal de literatura Rascunho, de Curitiba, o escritor Raimundo Carrero aborda as técnicas do solilóquio, do monólogo interior e do fluxo de consciência em literatura. Entre os livros abordados, está o romance Rita no Pomar. Confira!         

      

 

  

CAOS É AQUILO QUE A GENTE NÃO ENTENDE

 

  

por Raimundo Carrero  

 

 

A boa loucura que ronda o uso de solilóquio, discurso indireto livre, monólogo e fluxo da consciência

  

A confusão é geral. Ninguém se entende. Solilóquio passa por monólogo, monólogo vira fluxo da consciência, fluxo da consciência se perde num emaranhado de definições, indefinições, buscas e encontros, tudo isso formando um universo de certezas e convicções, de equívocos, de risos e trapalhadas, e, o que é justo, todo mundo tem razão. Cada qual com seu cada qual. Num mundo de pós-modernidade, é o que dizem e asseguram, a verdade - sem discussão filosófica - não é terreno privado de ninguém. Por isso mesmo vale um debate de letrinhas. Dois pra lá, dois pra cá, vai começar a festa. De caos em caos, a literatura enche as páginas.

É comum encontrar pessoas chamando de monólogo o famoso solilóquio do "ser ou não ser, eis a questão" do Hamlet, de Shakespeare. Não pode ser - ali há um solilóquio, e o solilóquio é matéria do teatro, nasceu com o teatro, vive com o teatro. Brilha no palco. Ou no cinema. Solilóquio é uma conversa íntima e interna de personagem para personagem, dele para ele, pedindo ouvido e colo, dirigido à platéia. Uma conversa para o horror da alma mesmo e com a esperança de que alguém o escute. Isso é fundamental. É básico. Assim, sem tirar nem pôr: sem ouvido não há solilóquio. Por isso deve ser lógico, coordenado, organizado. Pode estar no romance, na novela, no conto. Como técnica, sim. Hamlet:

 

Ser ou não ser - eis a questão.
Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra o mar de angústias -
E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso.

 

Se alguém gosta de monólogo, às vezes, monólogo interior, então tudo bem. Chame-o como quiser. Tratando-se, portanto, de uma técnica, não deve ser lei nem regra. Mas se for possível consultar uma gramática que tem área para a estilística, pode-se observar com clareza: solilóquio é diferente de monólogo. E bem diferente. Só mais uma coisa: no solilóquio o personagem está sob o domínio do narrador, feito ventríloquo. No monólogo o personagem tem liberdade. Está livre de tutela ou de comando. Fica só, sozinho, somente. É tresloucado.

O monólogo é completamente diferente do solilóquio, pois sim. É típico da prosa de ficção. Sabe por quê? Porque não exige o ouvido, não pede o testemunho de ninguém. E como não pede ouvido nem o testemunho de ninguém não precisa ser organizado, coordenado, lógico. Precisa de olhos, feito namoro e paixão. E, é claro, de mentes. Basta uma olhada no Ulisses, de Joyce. E, brasileiramente, do monólogo de Autran Dourado, em A barca dos homens. É fácil perceber que o pensamento do personagem não segue nenhuma direção lógica. Desaparece, muda de rumo, some. Faz caminhos nunca dantes navegados, com a licença de Camões.

Um exemplo de monólogo, em Ulisses:

 

E um desses espartilhos ajustadinhos eu queria anunciados como baratos na Fidalga com nesgas elásticas nas ancas ele endireitou o que eu tenho mas não é bom que é que eles dizem eles fazem uma deliciosa silhueta.

 

E o fluxo da consciência? Aí, camarada, a porca torce o rabo, a vaca tosse e arara canta. Tudo trancado num quarto escuro, apertado e sem janelas. O solilóquio é lógico? Sim. O monólogo é ilógico? Sim. E o fluxo da consciência é o quê? Não é também ilógico? Sim, mas tem um passo adiante, é só enfiar os olhos no papel. O narrador precisa encontrar o inconsciente do personagem e expressar os pensamentos, a mente desorganizada e revelar barulhos, confusões, lembranças, memórias, tudo numa rapidez impressionante, sem atropelos mas com estrutura inimitável. A ilógica do monólogo é pouco, precisa ir até às aliterações, às rimas, ao jogo interno das palavras inteiras, cortadas, unidas, desfalcadas. É inimitável, também segundo Autran Dourado, que é exigente:

 

O que é importante no stream-of-consciousness de Finnegans Wake é a sua mudança de ritmo. As elipses, os lapsos, as aliterações, são o que fazem da obra final de Joyce uma obra maior do nosso tempo... Confundi-lo com estilo indireto livre ou o solilóquio é um erro de conseqüências fatais para quem o pratica.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 09h53
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E com o monólogo também. O exame continua com este exemplo de Joyce, tão diferente do monólogo. Vejam bem:

 

Salamangra! Ai, ai, ai! Cheridas gênias, figatrifutrem-se! Ri eu, ri Ana. Wallenton. Essa foi a primeira putada de Wellenton, taco a taco. Hi! Hi! Hi! Este sou eu, Belchum com suas borrachosas de doze éguas chuá, chuá, chuá...

 

Há também autores que procuram o fluxo da consciência a partir do monólogo. É claro: todo monólogo leva ao fluxo, mas nem todos sabem disso. Não é um desinformado; apenas não se preocupou com isso e tem toda razão: ficção é um ato individual e o autor pode ou não se tornar senhor de sua criação, sem qualquer conhecimento técnico. Outros conhecem o terreno em que pisam. Basta ver o caso do paraibano Rinaldo de Fernandes, em Rita no pomar, um romance e tanto. Ali o monólogo vai pouco a pouco cedendo espaço ao fluxo, porque a confusão mental procura a rapidez e, na rapidez, encontram-se os barulhos, os ruídos, as aliterações já assinaladas.

O que há, ainda, é uma pequena confusão: há o fluxo da consciência na psicanálise, amplamente usado na literatura. Tudo bem. É um direito do escritor e um direito do crítico. Pode e deve ser usado. Mas em se tratando de literatura, deve-se usar a técnica criada e desenvolvida por Joyce. Costumo mesmo dizer, e até por brincadeira aos meus alunos da Oficina de Criação Literária que tudo pode e nada pode, depende de quem escreve. O que é correto é que a literatura precisa celebrar as suas conquistas e ir adiante com elas. Sem censurar qualquer pessoa, no entanto. Como já disse, no outro parágrafo, Rinaldo usa um fluxo da consciência excelente, que é tratado como monólogo. São coisas bem diferentes. Começa monólogo, é verdade, mas quando o autor paraibano usa as aliterações e as rimas, por exemplo, sai de um campo para outro, e avança. Avança muito. Numa técnica bem pouco explorada e, segundo Autran Dourado, inimitável. Rinaldo não imita. Cria a sua própria técnica, usando os elementos próprios da técnica em debate.

Sem esquecer, ainda, que o fluxo começa a nascer com o discurso - diálogo - indireto livre, criado e também usado por Flaubert, porque esse tipo de técnica representa mesmo uma espécie de conversa entre o narrador e o personagem, sem qualquer sinal de intervenção, além da mudança do tempo verbal. Exemplo:

 

Maria não vai ao cinema, porque não quer sair com o namorado.

É só prestar atenção. O narrador diz: "Maria não vai ao cinema", mas é a própria Maria quem afirma "porque não quer sair com o namorado". A mudança do tempo verbal é bem clara: "não quer", ao invés de "não quero". Se deixar "quero", transforma-se em diálogo indireto, com muita clareza. Por quê? Porque a voz de Maria fica muito clara, muito objetiva, e não esconde, porque assim dizer, a resposta da personagem. Depois desse discurso indireto livre, vem a criação do monólogo, que não começa com Joyce, mas com Eduard Djardin, escritor francês do século 19, e muito pouco publicado no Brasil. Há edições esparsas aqui e ali. Joyce percebeu o caminho, aprofundou o monólogo e voou para mais distante ainda criando o fluxo da consciência. O solilóquio, porém, é mais antigo, bem mais antigo, e foi mais usado por Shakespeare, sobretudo naquele exemplo já citado. Um caminho objetivo: Solilóquio, discurso indireto livre, monólogo e fluxo da consciência. Mario Vargas Llosa avançou com os monólogos entrecruzados, o que também é uma novidade, a partir de A casa verde e chegando à sua sofisticação em Conversa na catedral, que entrecruza várias narrativas e usa esses monólogos entrecruzados.

Esses são os caminhos que devemos ou não percorrer. Uma questão de preferência ou de liberdade. Pura liberdade para quem quer criar asas. Cada um entende à sua maneira. E cada um tem razão. No campo criativo não há verdades absolutas. Ou permanece a pergunta: Caos é aquilo que a gente não entende? Não custa ouvir, mais uma vez, Autran Dourado: "Na verdade, confesso humildemente, não consigo entender". Está aberta a temporada de debates. Para nossa sorte.

 

 

NOTA: A coluna de Raimundo Carrero é publicada originalmente no jornal Pernambuco, de Recife. A republicação no Rascunho é uma parceria entre os dois veículos.

 

 



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 09h43
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Mensagem

 

CARTA DE IVAN JUNQUEIRA

 

           

Recebi uma pequena carta do poeta e ensaísta Ivan Junqueira, membro e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras. Ivan, que é uma pessoa muito educada, respondeu ao envio que lhe fiz do romance Rita no Pomar com uma mensagem bastante incentivadora. Eis o que ele me diz na carta:

 

 

Meu prezado Rinaldo:

 

Eu já conhecia a sua prosa daqueles admiráveis contos de O Perfume de Roberta, que li em Havana, na condição de jurado do Prêmio Casa de Las Américas em 2006, quando premiamos Um defeito de cor, de uma autora mineira. Rita no Pomar ratifica o que eu percebera na minha leitura em Cuba, ou seja, uma curiosa mistura de transgressão e lirismo na análise da sempre dolorosa condição humana, o que torna seu romance um testemunho emocionado e perturbador da solidão contemporânea. Abraço afetuoso do

 

Ivan Junqueira 



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 20h26
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Entrevistado do mês

 

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM LIRA NETO  

 

 

 

Lira Neto, 45 anos, é jornalista e biógrafo. Escreveu, entre outros livros, Castello: a marcha para a ditadura (Contexto, 2004), O Inimigo do Rei: uma biografia de José de Alencar (Globo, 2006 – Prêmio Jabuti/Melhor Biografia no Ano) e Maysa: só numa multidão de amores (Globo, 2007). Atualmente trabalha numa biografia do Pe. Cícero, a sair pela Companhia das Letras. Cearense, vive em São Paulo.

 

 

Rinaldo de FernandesVocê é biógrafo do escritor José de Alencar e da cantora Maysa, entre outros. O que é mais definidor na hora de produzir uma biografia, a força do personagem ou a importância dele para a época em que viveu?

Lira Neto – As duas coisas. Mas o que realmente define meu interesse por um possível biografado é a radicalidade de sua existência. Não me interesso por biografar personagens que levaram vidas em linha reta. Gosto das existências em sobressalto, dos assombros íntimos, das montanhas-russas existenciais. Uma boa biografia precisa desnudar e tentar compreender as contradições do biografado, sem procurar justificá-las, aplainá-las ou perdoá-las. Por isso, acredito que a biografia é um gênero essencialmente transgressor, necessariamente incômodo para o próprio biografado ou, na maioria dos casos, para seus herdeiros. No mais, é preciso ter uma boa história para contar. E querer contá-la bem. Creio que vem daí boa parte do apelo popular das biografias. Nelas, está explícito o prazer e o sabor das grandes narrativas. Hoje, quando a literatura em prosa mergulha cada vez mais fundo nos experimentalismos formais, na luta incessante com a própria palavra, existe uma visível necessidade de deixar-se levar por um bom enredo, de ouvir boas histórias. Talvez, por isso, as biografias arrebatem tantos leitores.

 

Rinaldo de Fernandes Você é também jornalista. O que há de jornalismo e de literatura numa biografia?

Lira Neto – Sou, em essência, um repórter. Meus livros são reportagens históricas. Faço jornalismo, sempre. A diferença é que, como trabalho em cada livro cerca de dois, três anos, não estou submetido à pressão do tempo e do espaço, tão típica do jornalismo de jornal ou revista. Se há algo de literatura em meus livros, isso se dá no tratamento mais elaborado do texto, no cuidado maior com a frase, no lapidar cada parágrafo com mais rigor do que se fosse um texto para ser lido em um dia e, no outro, servisse apenas para embrulhar peixe na feira. Só isso. Incomoda-me um pouco o termo jornalismo literário, tão em moda atualmente. Parece-me que o adjetivo literário, por vezes, é utilizado para dar certo ar de nobreza ao substantivo jornalismo. Bobagem. A maior parte do que chamam por aí de jornalismo literário é apenas bom jornalismo. Também é preciso evitar o risco, ao se discorrer sobre o presumido parentesco entre biografia e literatura, de se considerar que o biógrafo possa lançar mão dos inesgotáveis recursos da imaginação. O trabalho do escritor de biografias está circunscrito às fontes. Ele trabalha com os fatos ou, quase sempre, para desnudar a construção histórica do que chamamos de fatos.    

 

Rinaldo de FernandesComo foi a elaboração da biografia de José de Alencar? Qual a importância dele para a literatura brasileira?

Lira Neto – À época, quando anunciei para dois colegas jornalistas que estava escrevendo uma biografia de José de Alencar, eles tentaram me desanimar daquela tarefa. Já se escreveu tudo sobre ele, argumentou um. Não existem mais fontes primárias a serem exploradas, ponderou-me outro. Os dois estavam redondamente errados. Mergulhei em arquivos empoeirados do século 19 e descobri um material fascinante, inclusive textos de Alencar inéditos em livro. É verdade que já existiam, pelo menos, seis biografias relevantes de Alencar, ainda que encontráveis somente em sebos. Mas costumo dizer que uma vida não cabe inteira em um livro. Há sempre um aspecto novo a ser explorado, um ângulo diferente de abordagem, uma perspectiva singular sobre o mesmo objeto. Alencar é o marco zero da literatura brasileira. Além disso, foi um polemista nato, um eterno criador de casos, um esgrimista da palavra, um indivíduo irrequieto, bem diferente da imagem fossilizada do escritor adocicado e casmurro que a escola nos apresenta. A escola, aliás, faz um mal terrível à literatura, especialmente em relação aos clássicos. Empurra Alencar e Machado goela abaixo de crianças e adolescentes antes da hora, sem nenhum critério ou trabalho prévio. O resultado é que a maioria dos jovens cresce odiando Alencar, detestando Machado.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 02h16
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Rinaldo de Fernandes Você escreveu um artigo na Folha de S. Paulo criticando a minissérie da Rede Globo sobre Maysa. O que você não gostou da minissérie?

Lira Neto – Certa vez, perguntaram a Rachel de Queiroz se ela gostara do resultado da minissérie global adaptada de seu romance Memorial de Maria Moura. Rachel, com o senso de humor que lhe era peculiar, sapecou: Eu gostei da minissérie. Eles é que não gostaram de meu livro, pois mudaram tudo. Blagues à parte, é compreensível e inevitável que a adaptação de um livro para as telas seja para a telinha ou para a telona distancie-se da obra original. Trata-se de uma outra obra, de um outro produto. Isso é fato. O problema é quando se tenta adaptar uma biografia e, em vez da história de vida do personagem, prefira-se lançar mão da ficção para amarrar um roteiro frouxo. 

 

Rinaldo de FernandesVocê está no momento produzindo a biografia do Pe. Cícero. Em linhas gerais, que personagem é este? Qual a importância dele para a cultura e a religiosidade nordestinas?

Lira Neto – A história do padre Cícero Romão Batista é a mais mirabolante que se possa imaginar. Se você colocasse Gabriel García Márquez em um deserto e desse a ele um chá alucinógeno, nem assim o mestre do realismo fantástico conseguiria conceber uma narrativa tão permeada de elementos tão típicos do conto maravilhoso. A biografia que será lançada pela Companhia das Letras procura compreender quem foi, afinal de contas, esse homem chamado Cícero. Busca entender como no caso dele a narrativa mítica se sobrepôs à narrativa histórica. Procura desvendar como foi possível um padre sertanejo, que rezava missa numa pequena capela localizada no oco do mundo, tornar-se o maior e mais controvertido líder espiritual e chefe político do Brasil. É disso que trata o livro. Em suma, a vida de padre Cícero é uma dessas histórias que me fazem lembrar uma frase do jornalista norte-americano Gay Talese, autor de livros extraordinários e considerado o papa do tal jornalismo literário. Diz Talese, com toda razão: Há muito acredito que o realismo é fantástico 

 

Rinaldo de Fernandes Você também escreveu uma biografia de Castello Branco. Qual a importância dele para os desdobramentos da ditadura de 64? Teve mesmo resistência do Exército e da família dele para a produção do livro?   

Lira Neto – Tive acesso ao acervo particular de Castello, que se encontra na Escola de Comando e Estado Maior do Exército, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Mas a filha de Castello, dona Antonieta Castello Branco, não encontrou tempo para me receber, ao menos por cinco minutos, ao longo dos três anos nos quais me dediquei ao trabalho de biografar o pai dela. Em Castello: a marcha para a ditadura, mergulho não só nos bastidores do golpe e na vida privada do biografado, mas também na história política e militar ao longo de todo o século 20 no Brasil. O personagem central, Castello Branco, serve de fio condutor de uma narrativa que mostra como os quartéis, no transcurso daquele século, várias vezes se arvoraram em árbitros da vida pública nacional, promovendo intervenções armadas, golpes de mão e quarteladas. Ao final, o curioso é perceber como um soldado profissional, um militar contrário à interferência da caserna na política, um autoproclamado paladino da legalidade, vai assumir o posto de primeiro presidente da ditadura pós-64.  

 

Rinaldo de FernandesDe todos os seus biografados, qual o que mais o atraiu? E, após o Pe. Cícero, qual será o próximo?

Lira Neto Cada biografado tem seus desafios e o livro que mais atrai é sempre aquele que está sendo escrito. Padre Cícero, atualmente, ocupa este lugar. Nem penso ainda no próximo, de tão mergulhado que estou nesse trabalho. Creio que será meu melhor livro até aqui. Aguardemos.

 

 

(Leia as entrevistas anteriores do Blog: Moacyr Scliar em 12/12/2007; Nelson de Oliveira em 17/01/2008; Glauco Mattoso em 11/02/2008; Fabrício Carpinejar em 03/03/2008; André Sant’Anna em 23/03/2008; Luiz Ruffato em 27/04/2008; Fernando Bonassi em 20/05/2008; Marcelo Mirisola em 07/06/2008; Marçal Aquino em 21/07/2008; Ricardo Soares em 18/08/2008; Marcelino Freire em 13/09/2008; Raimundo Carrero em 27/10/2008; Hélio Pólvora em 14/12/2008; Ronaldo Correia de Brito em 30/03/2009; Affonso Romano de Sant’Anna em 26/04/2009; Daniel Piza em 25/05/2009)

 

Próximo entrevistado: José Nêumanne Pinto (a confirmar)



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 01h59
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