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Lançamento em breve VEM AÍ A ANTOLOGIA FUTURO PRESENTE  Confirmado: a coletânea de contos Futuro presente – dezoito ficções sobre o futuro, organizada por Nelson de Oliveira, terá lançamento nacional dia 5 de agosto (quarta-feira), em São Paulo, na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915). A coletânea está saindo pela Ed. Record. Os autores que a integram são os seguintes: André Carneiro, Andréa del Fuego, Ataíde Tartari, Carlos André Mores, Charles Kiefer, Deonísio da Silva, Edla van Steen, Hilton James Kutscka, Ivan Hegenberg, Luiz Bras, Luiz Roberto Guedes, Márcio Souza, Maria Alzira Brum Lemos, Maria José Silveira, Mustafá Ali Kanso, Paulo Sandrini, Rinaldo de Fernandes e Roberto de Sousa Causo. Os contos se passam no Brasil de séc. XXIII. Participo da coletânea com “Onde está o agente?”. Mais à frente darei mais notícias!
Escrito por Rinaldo de Fernandes às 11h20
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Lançamento IVANA ARRUDA LEITE LANÇA SEU PRIMEIRO ROMANCE

O lançamento de Hotel Novo Mundo, primeiro romance de Ivana Arruda Leite (foto), será dia 23 de junho, às 19h00, na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo). O romance está saindo pela Editora 34. Com um conto baseado em “A Cartomante”, de Machado de Assis, a escritora colaborou com a antologia que organizei Capitu mandou flores (Geração Editorial, 2008).
Escrito por Rinaldo de Fernandes às 08h45
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Resenha de “Rita no Pomar” UM PEQUENO GRANDE ROMANCE

por Ravel Paz* (in: site da Editora 7Letras)
Rita no Pomar é um desses livros que enganam: a aparente despretensão do título e o parco volume de páginas mal deixam perceber o que o primeiro romance de Rinaldo de Fernandes esconde. Suas 96 páginas – muitas delas com nenhuma ou pouquíssimas linhas – chegam a fazer duvidar de que se trata mesmo de um romance, ou seja, de uma narrativa que se alce além do episódico do conto, plasmando, de alguma forma – ainda que fragmentariamente, como é quase de regra no romance moderno –, uma totalidade existencial. Sem enveredar por questões teóricas, cumpre notar que justamente nisso – nessa prova de fogo – Rita no Pomar revela sua grandiosidade: como um pequeno frasco de uma essência mais viva que a de um perfume, e que ao final da leitura trouxéssemos partido em nossas mãos, é de toda uma vida que nos sentimos venenosamente inebriados quando fechamos o livro. A vida, evidentemente, dessa Rita, esse “caso” tão sui generis quanto sintomático das condições de vida e de discurso sobre ela que se produzem contemporaneamente. O artista, dizem frequentemente, é uma espécie de “antena”, que capta a realidade como que intuitivamente para investi-la das cores e formas de sua arte. Seja essa metáfora justa ou não – principalmente em vista de como esses dois gestos são inseparáveis –, o fato é que se sente em Rita no Pomar o quanto a sensibilidade para o mundo e suas micro ou macrotensões (e conflitos, e neuroses etc.) é fundamental na composição de um bom romance. Leiam-se as páginas em que Rinaldo nos apresenta, por meio de sua narradora-protagonista, a mãe desta: a afetação que emana de seus gestos e falas não exprime um dado da escrita autoral, mas testemunha o acuro no registro de dados exteriores que permitem vislumbres profundos do que se passa interiormente. A bem da verdade, sensibilidade e engenho são elementos que se complementam e, mais do que isso, potencializam mutuamente no romance de Rinaldo. Percebe-se isso quando se reconhece o quanto suas estratégias enunciativas são fundamentais na construção de sua densidade psicológica, sobretudo no jogo de ocultamento e desvelamento do interior de Rita que a narrativa opera o tempo inteiro: o diálogo com o cachorro Pet, os registros no diário e os pequenos contos autobiográficos configuram estratégias discursivas que arrastam sutilmente o leitor para um lusco-fusco, num mundo penumbroso que apenas ao final se deixa clarear em toda a sua espantosa realidade. “Toda”, é claro, nos limites de uma narrativa elíptica e fragmentária como exige a modernidade e o próprio senso de realidade – ou seja, o senso do incomensurável do outro – de Rinaldo, mas ainda assim o bastante para que tenhamos o sentimento vivo, como dissemos, de uma totalidade existencial. A Rita de Rinaldo soma-se assim à imponente galeria de grandes personagens femininas de nossa literatura. Passando ao largo de moreninhas excessivamente mornas, lembre-se a abrasiva Lúcia de Alencar (Lucíola), a Capitu de Machado (Dom Casmurro), tantas personagens de Clarice Lispector e, claro, a xará Rita Baiana, a habitante mais “fatal” d’O cortiço de Aluízio Azevedo; e ainda aquela outra Rita “matadora” que é a da canção de Chico Buarque. Ao mesmo tempo, no Pomar e em outros lugares por onde transita essa Rita paulistana exilada na Paraíba é toda a realidade de uma coletividade – naturalmente, a que habita esta nossa terra em brasas – que se deixa captar de forma não menos viva, e decerto que isso não é menos fundamental para tornar esse livro o pequeno grande romance que ele é. * Ravel Paz é doutor em Literatura Brasileira pela USP e professor da Universidade Estadual de Goiás. É autor – conforme já anunciado aqui no Blog – de um longo ensaio inédito sobre o romance Rita no Pomar. O ensaio deverá ser publicado em breve numa revista acadêmica. Leia as demais resenhas sobre Rita no Pomar clicando em: http://www.7letras.com.br/detalhe_livro/?id=671
Escrito por Rinaldo de Fernandes às 09h54
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