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BLOG DA BELEZA - por Rinaldo de Fernandes


Pesquisa

 

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO SOBRE

CONTOS DE O PERFUME DE ROBERTA

 

 

 

 

Nesta sexta-feira (19/05), será a defesa da dissertação de Mestrado de Frederico de Lima Silva, intitulada “Literatura e Violência: efeitos do desmentido na contística de Rinaldo de Fernandes”. Frederico de Lima defende a dissertação na Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba. A defesa será às 09h30, na Sala de Reunião do CCHLA. Conforme mensagem que Frederico me enviou, na dissertação ele apresenta uma análise de dois dos meus contos: “O Perfume de Roberta” e “Ilhado”, do livro O perfume de Roberta (Rio de Janeiro: Garamond, 2005). Diz o pesquisador: “A análise, que usa a teoria psicanalítica como base, parte da premissa que sua contística incorpora elementos que metaforizam o mal-estar na sociedade contemporânea”. Agradeço imensamente ao Frederico, que é um pesquisador muito empenhado, além de escritor! E estarei nesta sexta-feira, mais que honrado, assistindo a defesa de sua dissertação!



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 09h33
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Homenagem

 

LOUVEMOS ANTONIO CANDIDO

 

 

 

 

 

 

 

Em 2004, quando estava preparando o livro Chico Buarque do Brasil, que foi lançado pela Garamond/Fundação Biblioteca Nacional e que estourou no Brasil, entrando em listas de mais vendidos, pedi ao professor e crítico Antonio Candido um depoimento acerca da produção de Chico Buarque. O meu pedido foi através de uma carta. Passadas umas três semanas, recebo um envelope com uma letra miúda que trazia uma folha com um pequeno texto assinado por Antonio Candido. Um depoimento agudo, de um crítico agudo, sabedor das coisas do Brasil. Em homenagem ao mestre Candido, reproduzo aqui o texto que ele escreveu exclusivamente para o livro Chico Buarque do Brasil:

 

 

“Conheço Chico Buarque praticamente desde que nasceu, e à medida que a vida passou fui vendo cada vez mais a solidez das suas qualidades morais, intelectuais, artísticas. É um homem realmente exemplar, cuja integridade pode servir de modelo e cuja variedade de aptidões chega a causar espanto. Como compositor (de textos e de melodias) denota essa coisa rara que é a sobranceria em relação às modas, a absoluta indiferença ao êxito, que pode ou não coroá-lo, mas não o fará jamais desviar-se do seu caminho para seguir essa ou aquela voga. Como homem de teatro, poucos foram capazes, como ele, de fundir harmoniosamente a maestria artística e a consciência social, completando um perfil de cidadão serenamente destemido e participante, sempre na linha da melhor orientação política. Para coroar, a surpreendente vocação de ficcionista, que revelou um dos melhores praticantes do gênero no país. Os seus romances são densos, sem concessões, muito inventivos, com um toque pouco frequente de originalidade. No entanto, comunicam-se bem e fizeram dele uma revelação que não foi apenas fogacho, pois a sua carreira nesse campo prossegue em vôo alto. Nisso tudo vejo a diretriz básica da integridade mencionada no começo. Ela lhe permite ser tão expressivo quanto significativo para o nosso tempo, sem máscara de qualquer espécie. Louvemos Chico Buarque.”



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 10h17
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Lançamento

 

LANÇAMENTO NO I ENCONTRO DE LETRAS

DO LITORAL NORTE DA PARAÍBA

 

 

  

Estarei nesta quarta-feira, a partir das 17h00, a convite da coordenação do I ENCONTRO DE LETRAS DO LITORAL NORTE DA PARAÍBA, que se realiza deste dia 10 ao dia 12/05/2017 no Campus IV da UFPB, em Mamanguape, e cuja temática é “Lingua, Literatura e Ensino: diálogos necessários”, fazendo o lançamento do meu livro Contos reunidos (Ed. Novo Século, 2016). O livro estará à venda por um preço promocional. Você pode também ter o seu exemplar autografado, e a preço promocional, comprando-o aqui mesmo pelo blog. É só passar mensagem!



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 09h02
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Pesquisa

 

 

DEFESA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

SOBRE CONTOS DE O PERFUME DE ROBERTA

 

 

 

 

 

Acabo de receber um convite para a defesa da dissertação de Mestrado de Frederico Lima, da Pós-Graduação em Letras da UFPB. Além do convite, Frederico diz ainda em mensagem que me enviou: “Quero informá-lo que minha dissertação será defendida dia 19/05/2017, às 09h30, na Sala 500 do CCHLA. O título do trabalho é: ‘Literatura e Violência: efeitos do desmentido na contística de Rinaldo de Fernandes’. Nele, apresento uma análise de dois de seus contos: ‘O Perfume de Roberta’ e ‘Ilhado’. A análise, que usa a teoria psicanalítica como base, parte da premissa que sua contística incorpora elementos que metaforizam o mal-estar na sociedade contemporânea”. E Frederico conclui sua mensagem: “Este será, se Deus permitir, apenas mais um de meus trabalhos que utilizarão sua obra como corpus para análise. Caso passe para o doutorado, tentarei analisar um de seus romances”. Só fico feliz com um pesquisador da qualidade e competência de Frederico Lima, que também é escritor. Frederico já fez sua monografia de conclusão do Curso de Letras sobre contos meus. Agradeço-o imensamente! E estarei, dia 19, muito honrado, assistindo a defesa de sua dissertação!



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 22h06
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Conto

 

CREMATÓRIO

 

 

 

 

por Rinaldo de Fernandes

      

        Toda semana apareciam corpos jogados no terreno baldio vizinho ao depósito de construção do bairro. Jogavam gente com os pés empoeirados, jogavam outras totalmente nuas. Jogavam cabeças, jogavam tíbias. O sangue que escorria das perfurações nos corpos ali jogados era lambido pelos cachorros – e o gordo da oficina, na outra ponta da rua, ralhava toda vez que o seu vira-lata lhe aparecia com o focinho pingando, o sangue bem fresco. Duas meninas que brincavam na calçada, sempre à tardinha, tinham curiosidade com os pés empoeirados – e ficavam apontando para as unhas mais encardidas. Os funcionários do depósito, quando empilhavam sacos de cimento, botavam a cara na janela, olhavam para o terreno baldio, para o monte de corpos – e achavam que um bom muro deveria vedar aquilo, aquelas coisas que criança não devia estar vendo. Um dia veio pela rua uma velha vestindo fúrias, dizendo-se abandonada pela filha. Uma velha pendendo como quem está para desabar em qualquer soleira. E era isso mesmo que ela queria – desabar, morrer num lugar onde, fora informada, mortos eram incinerados quase todos os dias. Porque a velha queria porque queria ser cremada, sem qualquer custo para ninguém. E foi assim que, na sexta-feira, o proprietário do depósito, responsável pela queima dos corpos, empurrou, com uma mangueira, o querosene na garganta da velha, que amanhecera morta, e lhe ateou fogo. Nesse dia as duas meninas viram uma fumaça subindo grossa e amarela, grudando-se e pingando dos fios dos postes. E o gordo da oficina garantiu, circunspecto, que a velha não subira na fumaça. O que subira foi o vômito dela para a filha.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 12h38
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Release

 

2ª EDIÇÃO DE RITA NO POMAR

SERÁ LANÇADA NA

BIENAL DO LIVRO DO RIO DE JANEIRO/2017

 

 

  

 

 

O escritor Rinaldo de Fernandes, que também é professor de literatura da UFPB, acabou de assinar contrato com a editora Novo Século para a publicação da 2ª edição do seu romance Rita no Pomar, que, quando lançado em 2008 pela 7Letras, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura.

Rita no Pomar, que já foi objeto de vários estudos acadêmicos, já caiu em vestibulares e foi roteirizado por Marcus Villar e Vinícius Rodrigues Camêlo para virar um longa-metragem. A nova edição, que fará parte das comemorações dos 10 anos de lançamento do romance, virá, além do posfácio de Silviano Santiago (um dos principais críticos brasileiros, além de grande romancista), com estudos críticos de excelente qualidade, feitos por vários acadêmicos e escritores. E deverá ser lançada na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no começo de setembro. O livro já está indo para a produção.

 



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 14h01
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Artigo

 

VIOLÊNCIA NA LITERATURA: O CONTO

“CONFIDÊNCIAS DE UM AMANTE QUASE IDIOTA”,

DE RINALDO DE FERNANDES

  

 

 

 

por Larissa Brito*

 

 

 

         Introdução

 

A violência faz parte do cotidiano dos brasileiros, principalmente nas grandes cidades. Os telejornais e até mesmo as mídias sociais apresentam diariamente um panorama sangrento das mais diversas barbáries cometidas com os mais diversos propósitos e muitas vezes sem propósito algum. Esses altos índices de violência são consequência da grande desigualdade social e econômica do país, que, somada aos altos índices de analfabetismo, acaba por perpetuar essa segregação social em que estamos inseridos.

        A literatura, que consegue se posicionar acerca da realidade e do contexto na qual está sendo produzida, também registra o fenômeno da violência urbana a partir de autores como Rubem Fonseca, que explora essa temática desde meados da década de 1960.

        Um conto representativo dessa escola literária que tem como tema a violência urbana é “Confidências de um amante quase idiota”, do escritor maranhense, radicado na Paraíba, Rinaldo de Fernandes. O presente estudo analisará esse conto com base em artigo de Marcelo Coelho intitulado “Literatura da violência”, que foi publicado pela Folha de S. Paulo em 2011. Neste artigo Coelho apresenta o contexto da violência urbana no Brasil com base em diversos autores que interagem com essa temática.

 

 

         1. A arte imita a vida: a violência na literatura brasileira

 

O texto “Literatura da violência”, desenvolvido como palestra por Marcelo Coelho e posteriormente publicado pela Folha de S. Paulo (2011), fala sobre uma onda literária muito presente no Brasil: a violência extremada na literatura. Essa violência aparece nos mais diversos contextos, mas se fundamenta na grande desigualdade social brasileira, visto que há grande discrepância entre as realidades sociais do país.

Coelho comenta que a realidade do escritor no Brasil é muito específica. Aqui, os índices de alfabetização ainda são problemáticos e a profissão de escritor é geralmente exercida por cidadãos de classe média, como jornalistas e funcionários públicos. A realidade das classes menos abastadas é a de trabalhos extenuantes de longa ou dupla jornada, que começam ainda na adolescência, privando o indivíduo da educação letrada, tanto na escola quanto em casa, com a criação do próprio hábito de leitura.

Essa segregação resulta num distanciamento entre as pautas dos escritores brasileiros e a realidade enfrentada pela população. Mesmo com a tentativa de se aproximarem dos contextos sociais das classes marginalizadas, a visão romantizada da vida das minorias resulta, em certos autores, num distanciamento do real.

        Na tentativa de suprir essa lacuna existente entre o escritor e a realidade, surge uma literatura mais crua, que traz à tona o instinto animalesco, feroz que os seres humanos carregam em sua essência. Uma literatura que mescla as classes sociais, que dinamiza as relações entre pobres e ricos no momento mesmo em que eles interagem e que Coelho chamou de “Literatura da violência”.

        Coelho comenta sobre o principal nome dessa tendência em nossa literatura: Rubem Fonseca. Os textos de Rubem Fonseca, publicados desde a década de 1960, sempre tiveram grande repercussão, e passaram a mostrar uma face da literatura que não tinha muita repercussão anteriormente, visto que outros escritores já se dedicavam a um tipo de literatura que explorava os contextos urbanos, como João Antônio e Plínio Marcos, porém a partir de uma visão mais romântica e sentimentalizada. Fonseca eliminou toda a parte sentimental, vitimista, relativizadora e trouxe pra literatura a frieza, o cinismo, o prazer, o sadismo, o ódio, entre outros sentimentos pouco ortodoxos.

        Essa representação dura, crua, da realidade ainda persiste em diversos escritores contemporâneos, criando uma verdadeira “escola” da literatura da violência no Brasil, que foi claramente influenciada por Rubem Fonseca. Entre os escritores que integram essa escola, podemos destacar Patrícia Melo, Férrez, Paulo Lins, Marçal Aquino, etc.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 11h38
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         2. O conto literário e a violência urbana

 

O conto “Confidências de um amante quase idiota”, publicado no livro O perfume de Roberta, de Rinaldo de Fernandes (2005), narra a história de um homem comum, que se apaixona por uma mulher que começa a trabalhar na mesma empresa em que ele trabalha. Começam a flertar a partir de olhares, depois conversas fugazes que se desenvolvem em pequenos encontros. Após certo tempo, o homem tenta beijar essa mulher no portão de sua casa. Após ter o seu pedido negado, tenta contato com ela mas é friamente dispensado com desculpas das mais diversas naturezas. Ao confrontá-la um dia no trabalho, percebe a sutil rejeição a que é submetido, o que lhe faz surtar: começa a enforcar a moça e a tocar-lhe o corpo. Por sorte, a mulher consegue fugir correndo. Depois desse episódio sádico, o homem continua a procurá-la, a telefoná-la. Por medo, a mulher, em silêncio, escuta-o, fato que é interpretado por ele como uma forma de respeito.

Ao associar esse conto com o artigo de Marcelo Coelho, é possível identificar algumas tendências comentadas pelo articulista acerca da literatura da violência.

Primeiramente, o episódio se passa entre pessoas comuns que trabalham numa mesma empresa, com desejos de ascender socialmente e aprender novas línguas, algo bem típico do contexto urbano.

O homem fica fascinado pela nova mulher no seu ambiente de trabalho, e tenta, através de várias investidas, se aproximar dela. Sua frustração é tal que, ao perceber-se rejeitado, reage violentamente, a partir de uma agressão física, que ocorre dentro do próprio ambiente no qual se conheceram: a empresa em que trabalham. Esse é um episódio comum na vida urbana. A desigualdade entre gêneros e os padrões heteronormativos e patriarcais em que vivemos dão a falsa impressão de que as mulheres devem ser submissas e coniventes com as atitudes machistas. O homem, personagem do conto, não admite que a mulher possa recusar o seu afeto, possa frustrar suas expectativas e sente-se no direito de cometer uma agressão com o intuito de “passar uma mensagem”. Ela deveria procurar saber com quem “estava tratando”. Mas que posição superior ele, no caso, assume além do próprio fato de ser homem?

No final do conto, a violência apresentada é em nível psicológico. Após o episódio de agressão física, o personagem continua a perseguir essa mulher e a atormentá-la de tal forma que a “vence” a partir do medo que lhe causa. Ela acaba cedendo e passa a atender os seus telefonemas, que são apenas monólogos, pois ela não expressa nada além do silêncio. O medo de ser confrontada novamente, o medo de ser subjugada, tocada, violentada pelo homem.

A forma com que esse episódio é narrado, a partir do ponto de vista masculino, é crua, violenta, beirando à sociopatia. O personagem parece não ter noção dos seus atos e os explicita como se fossem normais, como se ele fosse a vítima da situação e estivesse exigindo respeito por parte da mulher.

A falta de responsabilidade moral por parte desse sujeito o leva a cometer a violência física e psicológica. Se observarmos o título da narrativa, ele se situa como um amante quase idiota, como uma possível vítima que foi obrigada a tomar providências e agora as confidencia. Está aí o seu caráter sádico e irreal.

Os comentários supracitados validam o texto “Confidências de um amante quase idiota” como uma produção pertencente à literatura da violência, como denominada por Marcelo Coelho, e que expressa uma situação tirada da realidade, de uma sociedade tão desigual e machista quanto a que vivemos.

 

 

         Conclusão

 

A violência é muito presente no cotidiano dos brasileiros contemporâneos, principalmente aqueles que vivem num contexto urbano. Essa violência decorre da grande discrepância entre as classes sociais, das desigualdades.

Neste trabalho procurou-se analisar como essa violência urbana é representada na literatura, visto que existe uma escola literária brasileira que busca retratar esse tema e tem como principal referência o escritor Rubem Fonseca, conforme apresenta Marcelo Coelho em seu artigo “Literatura da violência”, de 2011.

A partir da análise do conto “Confidências de um amante quase idiota”, de Rinaldo de Fernandes, procurou-se ampliar o conceito de literatura da violência, apresentando um texto literário que, apesar de não ter os requintes de crueldade que remetem a contextos medievais, entre outros tipos de violência extrema e explícita, há uma representação na literatura de violências muito presentes no cotidiano, principalmente as de caráter psicológico e fundamentadas no machismo, que por muitos ainda permanecem naturalizadas.

 

   

 

         Referências Bibliográficas

 

COELHO, Marcelo. Literatura da Violência. Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 de abr. de 2011.

FERNANDES, Rinaldo de. Confissões de um amante quase idiota. In: O perfume de Roberta. Rio de Janeiro: Garamond, 2005, p. 123-125.

 

 

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Larissa Brito é estudante de Letras da Universidade Federal da Paraíba.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 11h36
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Ficção

 

ERÓTICA

15 microcontos do prazer e do gozo

 

 

 

 

 

 

por Rinaldo de Fernandes

 

 

 

(1)

Minha professora usa uma calcinha com uns pinguinhos. Quando ela cruza as pernas, é uma verdadeira chuva.

 

(2)

Seu vizinho de parede goza de madrugada. Como ela sabe? Um miado lambe o chão.

 

(3)

É um alarme, o gozo da fisioterapeuta viúva. O porteiro do prédio prende-a contra os músculos para sufocá-la. Mas ela implora que só a inveja pode acordar a essa hora.

 

(4)

A mancha no pescoço da filha. O pai percebe à mesa do café. É um morango desidratado, a mancha. O pai ilumina a face ao destampar o pote – e, uma única lambida, apaga o pingo de requeijão no dedo.

 

(5)

Ela, que vende frutas, e sempre madruga, aprendeu a acordar os morangos.

 

(6)

Ela chama o dedo de pilantrinha.

 

(7)

Aproveitou o ônibus cheio. E espremeu contra as costas da tia o crucifixo de São Damião.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 11h14
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(8)

A filosofia da velha Aldenora lavava-se em águas frescas:

– É de lagoa quem sabe quando a rã incha.

 

(9)

Ocorre ao taxista, observando pelo espelhinho do carro:

– A de freira é maior?... Parecem infladas.

 

(10)

O tubo do Rexona já na mão. E ela cospe no galo que acabou de achar a aurora.

 

(11)

Minha tia, pela janela do quarto, espia o taxista atlético. Minha tia, em certo momento, fecha na mão o controle da TV, que se acende de repente. Minha tia agora se secando com a cortina. 

 

(12)

Na praça da alimentação, pilantrando um chope para divisar as coxinhas na fila do McDonald’s.

 

(13)

No jogo de sinuca, os namorados recostados ao balcão, domados pelos chopes, ela empurra o jogo e o decote para advertir a amiga.

 

(14)

Férias. As adolescentes risonhas trepam na árvore. E o vovozinho, escondido atrás do muro, quebrando um joelho no outro.

 

(15)

O indivíduo, afinal Rodolfo conseguiu convencer sua mulher Rafaela, tem duas vias para ascender socialmente: a da honestidade e a da desonestidade. São meios para um mesmo fim. Ele, Rodolfo, com a honestidade, comprou um quarto onde ficavam penduradas suas cuecas e as calcinhas de Rafaela. E, com a desonestidade, comprou um outro onde pendiam suas cuecas e as calcinhas de suas clientes.

 

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Publicado originalmente no site Musa Rara. Clique aqui.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 11h13
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Opinião

 

DONA MARISA E A CRETINICE

 

 

 

 

 

 

por Rinaldo de Fernandes

 

 

Dona Marisa merece respeito.

E teve esse respeito de muitos. De muitos mesmo.

Não dá, a essa altura, para ficar desapontado – eu não me desaponto – com o tumulto de opiniões que queimaram a imagem da ex-primeira dama, desejando que a morte dela fosse apressada através de uma alteração no procedimento médico (como fez o ilustre médico da Unimed, formado no Mato Grosso). Ou querendo até mesmo o seu assassinato, como sugeriu um procurador de Minas, que, por sinal, antes já tinha desejado que se tocasse fogo em Dilma.

Não dá para ficar desapontado.

Dá para se posicionar, defender idéias e combater esse tipo de pensamento que se enamora o tempo todo do fascismo.

Essas agressões já vêm ocorrendo desde, pelo menos, 2014 no Brasil.

O médico e o procurador se unem, neste caso, para dar vivas à morte.

E fazem isso só porque têm um credo político diferente?

Também. Mas sobretudo pela imperiosa narrativa da grande mídia, que nestes dois últimos anos, ostensiva e diariamente, achou o grande inimigo do povo brasileiro: o PT.

Os que acreditaram e se embebedaram com essa narrativa viraram antipetistas de paixão. Intolerantes ao extremo. Não permitem um contraponto, uma opinião contrária sequer. Bons alunos, doces fiéis, aprenderam especialmente na Bíblia da TV Globo e da revista ‘Veja’. Que, por sinal, tem um célebre colunista que costuma chamar os movimentos sociais como sendo coisa de “bandidos”. Portanto, essa linguagem dura, grosseira, desrespeitosa e intolerante começou com os jornalistas. E em meses ganhou as ruas, virou faixa em manifestações, escorreu pelos dutos da internet.

Os grosseiros aprenderam a sua linguagem, repiso, com certos articulistas da grande mídia.

Daí a desinteligência da coisa.

Daí a burrice (o burro é mesmo desinformado, está na semântica da palavra).

Ninguém demove dos burros a idéia de que o PT é O partido da corrupção, ou melhor, é O partido que mais operou esquemas de corrupção em toda a história brasileira.

Há aí uma esperteza clara.

Há um ardil, uma cilada, uma lábia, em afirmar que o PT é o partido mais corrupto do país.

Numa palavra: há uma cretinice.

Quem assim pensa é cretino ao extremo porque, com um pequeno jogo de palavras, está atenuando ou mesmo encobrindo a corrupção hoje generalizada em todos os partidos de nossa república.

A corrupção está no sistema político brasileiro.

E o burro não se pergunta: por que os políticos aí não promovem efetivamente uma reforma política, alteram o rumo das coisas? Por que a sociedade não reage?

O burro e intolerante não pensa nisso. Só quer jogar merda no PT.

Mas, convenhamos, fica melado com a própria merda que joga.

Ostenta idéias que fedem por si mesmas.

O burro e intolerante e cretino quer usar o código penal apenas contra o inimigo. O código penal contra os amigos, melhor dizendo, contra os partidos e instituições que, mesmo incorrendo em crime de corrupção, expressem o seu credo político, jamais.

Então, caro(a), não se desaponte com tudo isso.

Amarre o seu ponto de vista, defenda-o firme diante de qualquer asneira que ouve ou lê.

Amarre um ponto de vista que defenda a dignidade, a justiça, a paixão pela verdade.

De intolerâncias e cretinices o mundo está repleto. O nosso país, ainda mais.

Tenho dito.

 

 



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 08h55
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Resenha

 

IMPRESSÕES SOBRE O CONTO

“A MORTA”, DE RINALDO DE FERNANDES

 

 

 

 

 

 

por Allyne Andrade*

  

Acabo de fazer a leitura e a releitura de “A morta”, que está no livro Contos Reunidos, de Rinaldo de Fernandes. “A morta” é um título bem sugestivo para um conto cheio de suspense e inquietações. A trama se inicia durante uma viagem feita por um grupo em direção a uma pequena cidade litorânea (a região da praia é um espaço bastante recorrente nos contos e nos romances do autor). A história é contada por um narrador-personagem cujo nome não é revelado. Ana e Daniel são namorados e estão juntos com o narrador nesse passeio de fim de semana. Eles pretendem chegar a uma casa que fica num morro, a casa de Marcelo e Suzana, “solitária, pequena, num alto”, nas palavras do narrador. Entre beijos, abraços, conversas e bebidas, os três amigos viajam por uma estrada tranquila, até chegar à casa da praia:

 

“[...] O Bugre dava estouros subindo o morro. A estrada agora estava péssima, buracos, pedras, raízes expostas [...]. Afinal, depois de muitos abalos, Ana apontou a casa no alto, uma luz frouxa saindo pela janela [...]” (p. 23)

 

O autor utiliza uma linguagem descritiva ao retratar o espaço interno e externo da casa e em alguns momentos chega a ser poético ao utilizar imagens que vão conferindo certo lirismo à narrativa, como em:

 

“A janela da casa estava aberta, dentro da sala dançava a luz de uma vela” (p. 25). "Um raio de lua entrava pela telha afastada, roçava a perna de Ana” (p. 26)

 

Os viajantes encontram a casa aberta e vazia, nem Marcelo nem Suzana estão lá, e começam as indagações: onde estariam os dois, que deveriam receber os hóspedes? Os visitantes veem uma luz distante, saindo pela porta do barraco de um pescador que fica lá embaixo e imaginam que Marcelo e Suzana estejam lá. No entanto, o cansaço vence Daniel e Ana, apenas o narrador permanece acordado, pensativo, lembrando da namorada que não pôde vir, entre outras coisas... Gostaria de não contar o final do conto, mas preciso fazê-lo para chegar ao ponto principal. Resumindo um pouco, o narrador encontra Marcelo que diz que Suzana está no quarto dormindo e que há horas os dois esperam por eles. Seguem até a casa onde Marcelo diz mostrar Suzana. Dia seguinte começam as indagações de Ana, pois a mesma tinha certeza absoluta de que não tinha ninguém na casa. E o narrador juntamente com Marcelo insistem que Suzana estava no quarto e que devido à bebida eles não perceberam. Tudo mentira, um pescador vem avisar sobre uma moça no rio. Todos correm e descobrem que se trata do corpo de Suzana. Marcelo é um homem extremamente frio, praticamente um ‘ator’, se joga no rio em busca da amada, chora, quando na verdade era ele o algoz e o narrador, seu cúmplice. O que mais me intrigou nesse conto foi o movimento que o autor cria em torno do narrador e de Marcelo, de modo que não deixa evidente todas as pistas que elucidam o caso, mas hora ou outra joga iscas para fazer o leitor pensar. Durante minha primeira leitura tive certeza de que Marcelo era o assassino, pois em alguns momentos o personagem ficava inquieto: “Marcelo, ainda pensativo, coçava o braço com força. Trocava as pernas, estava impaciente” (p. 29). Mas um trecho específico me fez voltar e ler algumas passagens novamente. O primeiro indício que percebi foi sobre a chave da casa. Na hora que eles recebem a notícia de uma moça no rio, Marcelo fecha a casa e sai correndo logo após os outros, entretanto, no momento em que vão transportar o corpo para a Kombi, em direção à cidade, Marcelo apalpa o bolso e entrega a chave para o narrador fechar a casa. Pensei: como assim? Segue o trecho:

 

“Disse que eu fechasse a casa, que ele ia na frente, levar o corpo de Suzana para a capital. Disse ainda, as lágrimas pingando, que eu podia jogar a chave fora:
– Como?... Ah, Marcelo, rapaz... Vai, pode ir, a Kombi já está...
– Estou pedindo, jogue a chave fora!” (p. 32).

 

Após esse indício, comecei a retornar para outros momentos do conto que me deixaram desconfiada. O narrador é o único que afirma ter visto Suzana no quarto após encontrar Marcelo. O narrador também viu na noite anterior algo se mexendo no rio: “Na margem entrançada, do outro lado, alguma coisa mexeu a folhagem” (p. 29). Adiante, ele diz:

 

“quando chegamos ao rio, avistamos o corpo de Suzana flutuando na água, embaraçado nos ramos e nos ciscos da outra margem, no lugar onde eu, na noite anterior com Marcelo, vi a folhagem se mexer” (p. 31).

 

Um outro indício que o autor deixa é no momento em que o narrador encontra Marcelo. Marcelo escuta vozes no rio:

 

“E você não estava ali conversando com uma pessoa, Marcelo?
– Não. Às vezes gosto de falar só. Eu estava conversando com o rio...

– Conversando com o rio?

– É.

Eu ri.” (p. 28)

 

No final do conto, quando estão retornando pra cidade, Ana e Daniel estão super abatidos com o ocorrido, menos o narrador:

 

“Desviei de um caminhão, apertei mais o acelerador. Lembrei de Marcelo na sombra, conversando com o rio. Tive vontade de rir [...]. Depois que urinei, fiz um buraco na areia com o bico do tênis. E enterrei a chave da casa” (p. 32)

 

A forma como o próprio espaço é retratado sugere um suspense, uma desconfiança. Ao mesmo tempo em que há imagens líricas, há também uma sensação sombria. Uma casa na região da praia, em cima de um morro de difícil acesso, sem energia, apenas uma vela acesa que durou pouco, um belo cenário para uma tragédia. O silêncio faz com que o leitor fique sempre na expectativa de que vai acontecer alguma coisa, até pelo próprio título e pelo sumiço temporário dos donos da casa. É realmente um conto envolvente, que faz o leitor pensar e refletir sobre a frieza e a maldade humana. Marcelo, um personagem que havia acabado de ficar desempregado, com prestações da casa para pagar, e um narrador-personagem que encobre o seu crime da maneira mais cínica possível. Nada do que eu comentei chega aos pés da engenhosidade do conto e do trabalho lapidado do autor. Por isso eu recomendo a leitura de “A morta”, de Rinaldo de Fernandes.

 

 

FERNANDES, Rinaldo de. A morta. In: Contos Reunidos. Barueri [SP]: Novo Século, 2016, p. 21-32.

 

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* Allyne Andrade é concluinte do Curso de Letras da Universidade Federal de Campina Grande.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 13h02
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Leia com exclusividade um trecho do conto “A Morta”:

 

 

Depois de pararmos no restaurante do posto, onde ficamos algum tempo tomando cervejas e comendo carnes, pegamos outra vez a estrada. Eram mais ou menos oito horas da noite de uma sexta-feira. Na pista úmida, as cordas compridas das luzes dos carros — o fim de semana ia ser prolongado e muita gente, como nós, se largava agora para as praias. Um pouco à frente, com os faróis do carro batendo em cheio na placa branca do acostamento, dobramos à direita, seguimos por uma estrada menos movimentada. Havia plantações de milho, moitas beirando as curvas. Achei, coisa que não havia notado na última vez que viera, a pista ali mais estreita. Eu disse, virando-me para Ana e Daniel no banco de trás do carro:

— A pista aqui é mais estreita, percebem?

— É, sim — confirmou Ana.

De qualquer modo, continuei dirigindo tranquilo o velho Bugre preto que o meu irmão nos emprestara. Aqui e ali, entre uma risada e outra de Ana, entre os sons estalando do rádio, chegava à minha boca o copo descartável com o vinho que Daniel levava. E mais risos, muito barulho, como é normal numa turma que, deixando a capital, corre para passar o fim de semana numa casa de campo a uns poucos passos do mar, a ser inaugurada por um casal de amigos.

Ali, soltos na pista, naturalmente que não nos preocupávamos com nada. Ana não parecia ter provas na faculdade, no começo da semana.  Daniel não tinha por que lembrar que, no final do mês, haveria de rodar em gabinetes de diretores de escolas, pedindo para dar aulas no cursinho. Não me ocorria a minha viagem para o Rio de Janeiro, no sábado seguinte, para fazer no jornal o teste de repórter. Após uma hora de viagem, o painel verde do rádio sempre aceso, apareceu o cercado que, eu e Ana sabíamos, indicava a proximidade da pequena cidade litorânea. Paramos no bar da ponta da rua, já ouvindo, não muito longe, o zoar das ondas. Daniel desceu do Bugre, foi comprar cervejas, gelo. Baixei o rádio — subia uma antiga lambada da caixa de som sobre o balcão do bar. Ana, derreada no banco, olhando para o céu, fez um trejeito mole de dança:

— Ah, que bom!

Ali perto, num condomínio com algumas janelas abertas, ouviam-se vozes e tosses daqueles que também estavam por ali para passar o fim de semana. Daniel veio com as latas de cerveja, arrumou-as com o gelo no isopor. Liguei o carro, partimos os três rindo pela rua de asfalto comido, as altas árvores na lateral. Adiante, topamos com o muro de uma peixaria, os letreiros pretos anunciando camarão e lagosta. As esquinas da cidade vazias. Ao cruzarmos uma rua que dava para as barracas na areia da praia, cresceu perto, de um carro de som estacionado em frente a uma churrascaria, um reggae. Algumas pessoas dançavam entre as mesas da calçada. Ana se movimentou no banco. Vamos parar, ela disse, a gente fica só um pedaço aí, quero dançar. Daniel cortou-lhe o entusiasmo — não, Ana, é melhor a gente seguir logo, Marcelo já deve estar esperando, a casa vai ser inaugurada.

— É mesmo — eu disse.

A casa de Marcelo ficava a uns quatro quilômetros dali, solitária, pequena, num alto. Ana, que agora ia apoiada em Daniel, disse, ao dobrarmos a esquina do posto policial, que conhecia um lugar melhor onde deveríamos entrar — você vai aqui, contorna o mercadinho; aí, tem uma estrada de terra... Falei que não era preciso explicar, eu já sabia por onde era. Apertei um pouco mais o acelerador. Fomos, passamos pelo mercadinho, atravessamos uma ponte curta, alcançamos a estrada. Pelo menos de início, ela não estava com buracos. Comentei — a estrada está boa, já andei por aqui com lama, a água tomando tudo. Daniel e Ana não responderam, se beijavam no banco de trás do Bugre.

Virávamos as curvas, nos afastávamos cada vez mais do clarão das luzes da cidade. Por ali, mato cerrado, sítios com plantas, mangueiras. Crescia o cheiro forte da vegetação, as casas beirando a estrada já dormindo. Daniel e Ana continuavam abraçados, se mordendo no banco traseiro. Depois de um silêncio, Ana se mexeu, me ensinou novamente — à direita, não lembra, na bifurcação você pega à direita... Eu já tinha passado por ali, mas não reconhecia a casa, não me lembrava mesmo por onde devia subir o pequeno morro. A casa é pequena, mas é legal, a vista é excelente, de lá a gente enxerga as dunas — disse Ana para Daniel, espocando uma lata de cerveja. Voltou a se entusiasmar — tem um rio perto, amanhã, depois da praia, a gente vai bater água nele; é ótimo! Daniel aí comentou — Marcelo anda folgado, comprando casa perto da praia. Ana defendeu:

— Não, Dani, eles compraram com aperto. Estão pagando as prestações.

— Não está mais aqui quem falou...

[...]

________

 

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Escrito por Rinaldo de Fernandes às 13h00
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Prêmio

 

RITA NO POMAR SERÁ

PRÊMIO DE VENCEDORES

DE CONCURSO LITERÁRIO EM SÃO PAULO

 

 

ACADEMIA PERUIBENSE DE LETRAS

 

 

Recebo o e-mail abaixo de Ecilla Bezerra, que mora em Peruíbe (SP). Ecilla pertence à Academia Peruibense de Letras e é proprietária da TV Vale da Artes, daquela cidade do litoral paulista. Ecilla, muito cordial e educada, já me levou para palestra e lançamento de um de meus livros na Academia Peruibense de Letras e para entrevistas em sua TV. Agora, com a comemoração do 12° aniversário de fundação da Academia Peruibense de Letras, houve a segunda edição de um concurso literário. E os vencedores do concurso, segundo a boa notícia que Ecilla me manda, receberão como prêmio exemplar do meu romance Rita do Pomar, que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2009 e que deverá ganhar um segunda edição no próximo ano. Não tenho como agradecer à querida Ecilla! Muitíssimo obrigado! É uma forma, não só de divulgação, mas também de reconhecimento do meu trabalho de escritor! Eis o e-mail de Ecilla:     

 

PREZADO RINALDO,

 

COMPREI OS 4 ÚLTIMOS EXEMPLARES DE RITA NO POMAR NAS LOJAS AMERICANAS E VOU DÁ-LOS COMO PRÊMIO PARA OS VENCEDORES DO 2º CONCURSO LITERÁRIO QUE PROMOVI.



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 14h33
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Informe

 

PARTICIPAÇÃO NA IV FEIRA DO LIVRO

DE LIMOEIRO DO NORTE (CE)

 

 

 

 

  

Rinaldo de Fernandes, contista, romancista, ensaísta, antologista e professor de literatura da Universidade Federal da Paraíba, com 14 livros publicados, será um dos autores convidados da IV Feira do Livro de Limoeiro do Norte, que acontecerá de 17 a 19 de novembro, com produção de Nenza Costa. Rinaldo, que já foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com o romance Rita no Pomar, irá lançar os seus Contos Reunidos (Editora Novo Século) e participar de um bate-papo com leitores cearenses.

Limoeiro do Norte, localizada no Vale do Jaguaribe, no Ceará, é a sétima cidade em que Rinaldo de Fernandes lança os seus Contos Reunidos. O livro, que pode ser adquirido nas melhores livrarias e nos melhores sites de vendas, já foi lançado em João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo (na Bienal do Livro).

 

ENCONTRO COM O AUTOR

 

Um dos pontos altos da Feira do Livro de Limoeiro do Norte é o Encontro com o Autor, que acontecerá nos três dias, às 20h30, na Sala dos Autores, na Praça da Matriz, proporcionando uma contato direto entre o autor e seus leitores. A cada dia, autores convidados apresentam uma de suas obras e haverá ainda lançamentos e sessão de autógrafos.

Na quinta-feira, o Encontro será com Rouxinol do Rinaré, autor de Jorge e Carolina, versão de A Viuvinha em cordel, e Evaristo Geraldo, autor de O Pescador Encantado. Neste dia haverá ainda o lançamento do livro Histórias & Estórias, do jornalista Nelson Faheina.

Na sexta-feira o Encontro será com a escritora Arlene Holanda, que lança O piolho, a princesa e o trovador. Para a sessão de autógrafos estarão presentes os poetas Dércio Braúna, autor de Aridez lavrada na carne, e Alan Mendonça, que autografa De Peixes e Aquários e outras obras de sua autoria.

No último dia, os três autores convidados conversam sobre seus novos livros. São eles, Antônio Francisco/RN (Os animais tem razão), Jorge Pieiro (A Menina do picolé azul) e Rinaldo de Fernandes (Contos Reunidos). Em seguida, haverá sessão de autógrafos com a presença dos diversos autores.

 

SERVIÇO

IV Feira do Livro de Limoeiro do Norte - De 17 a 19 de novembro em Limoeiro do Norte/CE. Solenidade de abertura: Dia 17, às 20h, na Praça da Matriz (Praça José Osterne). Informações: (88) 9.9661.0512. www.facebook/brasildedentro.com.br



Escrito por Rinaldo de Fernandes às 17h23
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